quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ninguém acerta e Mega-Sena acumula prêmio de R$ 12 milhões

Veja as dezenas sorteadas no concurso 1.708: 17 - 29 - 32 - 38 - 45 - 50.
Quinta teve 72 apostas ganhadoras; cada uma levou R$ 30 mil.

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.708 da Mega-Sena realizado nesta quarta-feira (27), na cidade de Osasco (SP). O próximo sorteio da loteria, que acontece no sábado (30), terá prêmio acumulado em R$ 12 milhões, aproximadamente.
Veja as dezenas sorteadas: 17 - 29 - 32 - 38 - 45 - 50.
A quina teve 72 apostas ganhadoras, que levaram prêmio de R$ 30.205,91 casa uma. Outros 4.174 bilhetes acertam a quarta e levaram R$ 744,34 cada.
Para apostar
A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Garota de 15 anos liderava quadrilha e era chamada de 'Do Terror' em SP

Jovem convenceu uma amiga de 16 anos, grávida, a participar de assalto.
Quadrilha foi detida nesta quarta (27) após tentativa de roubo em Bertioga.

Uma quadrilha que atuava roubando residências em Bertioga, no litoral de São Paulo, detida em flagrante nesta quarta-feira (27), era liderada por uma adolescente de 15 anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a jovem possui o apelido de "Do Terror". A garota convenceu uma amiga de 16 anos, grávida, a participar do crime desta quarta, quando uma família chegou a ser feita refém.
A adolescente não tinha passagens pela polícia, mas, segundo as autoridades, organizava assaltos há pelo menos um mês na cidade. “O foco dessa quadrilha é roubar objetos que possam ser vendidos rapidamente, como aparelhos eletrônicos, tablets, televisões de tela plana e notebooks, sempre levando o carro das vítimas. Ao mesmo tempo, eles sempre mantinham um segundo automóvel, também roubado, para auxiliar no transporte das mercadorias”, diz o delegado José Aparecido Cardia.
A jovem confessou que assaltou cinco residências, mas a polícia suspeita que ela tenha envolvimento em mais delitos. Até o momento, seis testemunhas de crimes diferentes já reconheceram a menor. “Ela age de maneira agressiva, violenta, impõe terror. Tanto que apuramos que ela tem um apelido pejorativo e é chamada de 'Do Terror'”, conclui o delegado.
Nesta quarta-feira, quatro pessoas participaram da ação. Além da adolescente que liderava o grupo, uma amiga dela, de 16 anos, grávida, também ajudou no crime. Um rapaz, identificado como Estevão Jesus de Almeida, de 29 anos, foi preso e já possuía passagem por tráfico de drogas. O quarto membro da quadrilha conseguiu escapar. O caso foi registrado na Delegacia Sede de Bertioga.

Internado há 12 anos, Champinha é esperado em Fórum de Embu-Guaçu

Justiça de SP quer decidir nesta quinta se o mantém internado ou solto. 
Aos 16 anos, ele matou Liana Friendenbach e ajudou a matar namorado.


A Justiça de São Paulo quer ouvir Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, de 28 anos, para decidir se o mantém internado na Unidade Experimental de Saúde (UES), em São Paulo, ou o coloca em liberdade, em regime ambulatorial para ele continuar o tratamento mental.

Acusado de participar das torturas e dos assassinatos de Felipe Caffé, de 19 anos, e Liana Friedenbach, de 16, em 2003, Champinha foi internado naquele ano na extinta Febem, atual Fundação Casa. Em 2006, quando o então infrator terminou de cumprir medidas sócio-educativas, ele transferido a UES, onde está atualmente, porque foi considerado perigoso para voltar ao convívio social.
Nesta quinta-feira (28), Champinha é aguardado no Fórum de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, onde ocorreu o crime. Ele estaria há cerca de cinco anos sem comparecer a uma audiência judicial.

Além de Champinha, o juiz Willi Lucarelli também pretende ouvir, a partir das 14h, a defesa do interno, que pede o fim da internação; representantes do projeto de desinternação elaborado exclusivamente para ele; a acusação, que quer mantê-lo internado; a perícia, responsável pelos laudos psiquiátricos do paciente; e funcionários da UES, na Zona Norte da capital paulista, onde o interno está desde os 21 anos sem poder sair.
Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, negou recurso da Defensoria Pública que solicitava a desinternação de Champinha. A defesa sugeria a ida dele à casa de um parente e reavaliações periódicas em um hospital psiquiátrico até que se atestasse a existência de condições do seu retorno ao convívio social. Em tese, não cabe mais recurso porque a decisão é da instância máxima da Justiça.

Além do STF, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), na capital federal, e o Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo, já haviam negado pedidos anteriores da defesa de Champinha para ele ir a regime ambulatorial.

Atualmente, Champinha está interditado civilmente na UES, por decisão da Justiça, porque teria doença mental. O interno passa por avaliações semestrais com psicólogos e psiquiatras. Eles elaboram laudos periódicos sobre o comportamento do rapaz, que cometeu os crimes quando tinha 16 anos.

Mas apesar de a Justiça de São Paulo também ter negado o pedido da defesa para desinternar Champinha, ela sugere numa sentença, de abril deste ano, que é preciso discutir os resultados das últimas avaliações sobre o estado da saúde mental do paciente.
G1 apurou que num dos trechos, o juiz Lucarelli comenta que há contradições num laudo feito no final do ano passado. O magistrado escreveu, por exemplo, que a perícia atestou que a internação de Champinha na UES não melhora seu tratamento.
Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, negou recurso da Defensoria Pública que solicitava a desinternação de Champinha. A defesa sugeria a ida dele à casa de um parente e reavaliações periódicas em um hospital psiquiátrico até que se atestasse a existência de condições do seu retorno ao convívio social. Em tese, não cabe mais recurso porque a decisão é da instância máxima da Justiça.

Além do STF, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), na capital federal, e o Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo, já haviam negado pedidos anteriores da defesa de Champinha para ele ir a regime ambulatorial.

Atualmente, Champinha está interditado civilmente na UES, por decisão da Justiça, porque teria doença mental. O interno passa por avaliações semestrais com psicólogos e psiquiatras. Eles elaboram laudos periódicos sobre o comportamento do rapaz, que cometeu os crimes quando tinha 16 anos.

Mas apesar de a Justiça de São Paulo também ter negado o pedido da defesa para desinternar Champinha, ela sugere numa sentença, de abril deste ano, que é preciso discutir os resultados das últimas avaliações sobre o estado da saúde mental do paciente.
G1 apurou que num dos trechos, o juiz Lucarelli comenta que há contradições num laudo feito no final do ano passado. O magistrado escreveu, por exemplo, que a perícia atestou que a internação de Champinha na UES não melhora seu tratamento.
O juiz citou ainda que os peritos concluíram que o interditado tem condições, mesmo que mínimas, de controlar seus impulsos. Há contradição, porém, na descrição da perícia sobre o risco que Champinha representa à sociedade. O documento atestou a periculosidade do interno para outras pessoas.

Diante das dúvidas a respeito dos exames mentais, o juiz marcou para a tarde desta quinta-feira uma audiência para acusação e defesa justificarem seus argumentos a favor e contrários à internação de Champinha. Após as argumentações, contando inclusive com a oitiva do interditado, é que a Justiça irá decidir se ele continuará dentro da UES ou poderá sair dela, morar com a família e fazer exames periódicos numa unidade médica indicada.

Procurada pelo G1 para comentar o assunto, a assessoria de imprensa da Defensoria Pública informou que não iria comentar o assunto antes da audiência. A promotora Maria Gabriela Prado Manssur não quis falar do caso, alegando que ele está sob segredo de Justiça.
Crime em Embu-Guaçu
Há 12 anos, Champinha e mais quatro homens participaram dos assassinatos dos namorados Felipe e Liana. O casal foi morto na mata de Embu-Guaçu, onde tinha ido acampar. Felipe foi assassinado com um tiro na nuca e Liana virou refém do grupo. Ela ficou quatro dias em cativeiro, período em que foi torturada e estuprada. Depois, foi morta a facadas por Champinha.
Quatro adultos foram condenados pelos crimes. Como era menor de 18 anos de idade à época, Champinha foi inicialmente internado na Fundação Casa, onde ficou três anos cumprindo medidas sócio-educativas, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Depois, a Justiça paulista acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para decretar sua interdição civil, alegando que ele sofre de doença mental grave que coloca em risco outras pessoas.
Em outras palavras, a custódia de Champinha passou a ser responsabilidade do governo de São Paulo. O MPE recorreu à Lei 10.216/01, que protege portadores de transtorno mental, para garantir contenção mesmo após concluído o prazo máximo de internação na Fundação Casa - no caso de Champinha, isso ocorreu em novembro de 2006.

A decisão da Justiça de levar Champinha para a UES foi baseada em laudo psiquiátrico do Instituto Médico Legal (IML), que diagnosticou o então menor com transtorno de personalidade antissocial, um dos termos médicos para definir os psicopatas, e leve retardo mental, podendo cometer atos irracionais para ter o que deseja.
Quatro adultos foram condenados pelos crimes. Como era menor de 18 anos de idade à época, Champinha foi inicialmente internado na Fundação Casa, onde ficou três anos cumprindo medidas sócio-educativas, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Depois, a Justiça paulista acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para decretar sua interdição civil, alegando que ele sofre de doença mental grave que coloca em risco outras pessoas.
Em outras palavras, a custódia de Champinha passou a ser responsabilidade do governo de São Paulo. O MPE recorreu à Lei 10.216/01, que protege portadores de transtorno mental, para garantir contenção mesmo após concluído o prazo máximo de internação na Fundação Casa - no caso de Champinha, isso ocorreu em novembro de 2006.

A decisão da Justiça de levar Champinha para a UES foi baseada em laudo psiquiátrico do Instituto Médico Legal (IML), que diagnosticou o então menor com transtorno de personalidade antissocial, um dos termos médicos para definir os psicopatas, e leve retardo mental, podendo cometer atos irracionais para ter o que deseja.


Segundo o documento, essa doença faz com que Champinha não sinta culpa, desrespeite às leis e regras sociais, tendo predisposição a se envolver em atos violentos, além de ser extremamente impulsivo.

Quatro adolescentes são brutalmente agredidas e estupradas no Piauí

Vítimas foram trazidas para Teresina em estado grave após a violência.
Três suspeitos menores de idade já foram apreendidos pela polícia.



Um crime bárbaro chocou a população da cidade de Castelo do Piauí, a 190 Km de Teresina. Quatro adolescentes foram brutalmente agredidas, estupradas e depois amarradas no final da tarde da quarta-feira (27).
De acordo com as polícias civil e militar, as garotas teriam saído para tirar fotos em um ponto turístico distante alguns quilômetros da zona urbana, quando foram rendidas por cinco homens. Ainda não há informações oficiais sobre o local onde o crime teria sido praticado.
Somente por volta das 21h as famílias das adolescentes sentiram a falta das garotas. As quatro foram encontradas desacordadas, com graves ferimentos pelo corpo e levadas para o hospital da cidade. Por conta da gravidade, as adolescentes tiveram que ser transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
De acordo com a assessoria de imprensa do HUT, são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e outra de apenas 15 anos. Segundo o hospital, duas delas passaram por cirurgia e seguem em estado grave. Uma das adolescentes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo o delegado geral do Piauí, Riedel Batista, três menores de idade suspeitos de terem praticado o estupro coletivo foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (28) e estão na delegacia de Castelo do Piauí. Ainda segundo Riedel, a polícia está em diligência à procura de outros dois suspeitos, um adolescente e outro maior de idade.
Os menores apreendidos vão ser conduzidos para a delegacia de Campo Maior, onde serão autuados. O delegado geral Riedel Batista confirmou que as meninas foram agredidas, amarradas e violentadas.
Na cidade o clima é de revolta. Vários populares se aglomeraram na porta da delegacia ainda na noite de quarta-feira e chegaram a atear fogo em pneus em protesto pela falta de segurança.
Somente por volta das 21h as famílias das adolescentes sentiram a falta das garotas. As quatro foram encontradas desacordadas, com graves ferimentos pelo corpo e levadas para o hospital da cidade. Por conta da gravidade, as adolescentes tiveram que ser transferidas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
De acordo com a assessoria de imprensa do HUT, são duas garotas de 17 anos, uma de 16 e outra de apenas 15 anos. Segundo o hospital, duas delas passaram por cirurgia e seguem em estado grave. Uma das adolescentes está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo o delegado geral do Piauí, Riedel Batista, três menores de idade suspeitos de terem praticado o estupro coletivo foram apreendidos na manhã desta quinta-feira (28) e estão na delegacia de Castelo do Piauí. Ainda segundo Riedel, a polícia está em diligência à procura de outros dois suspeitos, um adolescente e outro maior de idade.
Os menores apreendidos vão ser conduzidos para a delegacia de Campo Maior, onde serão autuados. O delegado geral Riedel Batista confirmou que as meninas foram agredidas, amarradas e violentadas.
Na cidade o clima é de revolta. Vários populares se aglomeraram na porta da delegacia ainda na noite de quarta-feira e chegaram a atear fogo em pneus em protesto pela falta de segurança.

Estado Islâmico divulga imagens de ruínas de Palmira sem danos

Imagens aparentemente mostram cidade síria histórica após domínio.
Ativistas disseram que não houve danos a Patrimônio da Humanidade.


O grupo extremista Estado Islâmico publicou imagens na internet que disse terem sido tiradas na cidade síria de Palmira, e aparentemente mostram as antigas ruínas sem danos desde que o grupo tomou a região das forças do governo.
A Reuters não pôde confirmar independentemente a autenticidade das fotografias postadas em fóruns jihadistas pelo braço de mídia do Estado Islâmico. Ativistas em contato com pessoas dentro do grupo também disseram que não houve danos ao local, que é Patrimônio da Humanidade na UNESCO.
O Estado Islâmico é uma ramificação da Al Qaeda que tomou territórios na Síria e Iraque, e é alvo de uma campanha aérea liderada pelosEstados Unidos em ambos os países.
O grupo destruiu antiguidades no Iraque e o chefe de antiguidades da Síria demonstrou temor de que pudesse devastar Palmira, lar de renomadas ruínas romanas, incluindo templos, colunas e um anfiteatro.
Na quarta-feira, o grupo matou a tiros cerca de 20 homens no anfiteatro, acusando-os de apoiarem o governo, de acordo com o grupo de monitoramento Observatório Sírio para Direitos Humanos.
Estima-se que o grupo matou pelo menos 200 pessoas e fez 600 prisioneiros dentro e nos arredores da cidade, também conhecida como Tadmur.

Deputados aprovam fim da reeleição para presidente, governador e prefeito

Antes, Câmara aprovou doação de empresas a partidos, não a candidatos.
Texto completo da reforma política ainda terá que ser votado em 2º turno.



Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), por 452 a favor, 19 contra e uma abstenção, o fim da reeleição para presidente da República, governador e prefeito. A votação foi parte da série de sessões iniciada nesta semana, destinada à apreciação das propostas de reforma política.
O texto do fim da reeleição, de autoria do relator, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), não altera o tempo atual de mandato (quatro anos), mas, nesta quinta-feira (28), o plenário analisará a ampliação da duração do mandato para cinco anos. Antes de votar o fim da reeleição, os deputados rejeitaram nesta quarta o financiamento exclusivamente público das campanhas e aprovaram a doação de empresas a partidos, mas não a candidatos.
A proposta de emenda à Constituição da reforma política começou a ser votada no plenário nesta terça (26). Por decisão dos líderes partidários, cada ponto da PEC, como o fim da reeleição, será votado individualmente, com necessidade de 308 votos para a aprovação de cada item. Ao final, todo o teor da proposta de reforma política será votado em segundo turno. Se aprovada, a PEC seguirá para análise do Senado.
Fim da reeleição
Pelo texto aprovado pelos deputados, a nova regra de término da reeleição não valerá para os prefeitos eleitos em 2012 e para os governadores eleitos em 2014, que poderão tentar pela última vez uma recondução consecutiva no cargo. O objetivo desse prazo para a incidência da nova regra foi obter o apoio dos partidos de governantes que estão atualmente no poder.
Durante a votação em plenário, os líderes de todos os partidos orientaram que os deputados das bancadas que votassem a favor do fim da reeleição.
“O entendimento da nossa bancada é que [a reeleição] foi um instrumento que não se mostrou produtivo para o nosso país”, disse o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ).
Também defensor do fim da reeleição, o líder do Solidariedade, Arthur Maia (BA), argumentou que o uso da máquina pública pelo governante que está no poder torna desigual a disputa com outros candidatos.
“É desigual e injusto alguém disputar eleição contra o governante que está no poder com todos os favorecimentos que este poder proporciona”, discursou.
O líder do PT, Sibá Machado (AC), defendeu o fim da reeleição, com a manutenção do mandato de quatro anos.
“Nossa bancada vai orientar o voto sim, pelo fim da reeleição. Todos nós sabemos que a reeleição foi introduzida por um governo do PSDB”, declarou.
O PSDB também defendeu acabar com a possibilidade de reeleição, ressaltando porém, que essa regra “cumpriu o seu papel histórico”.
“A avaliação da bancada é que devemos caminhar para um novo ciclo, pelo fim da reeleição com mandato de cinco anos. Amanhã [quinta[, discutiremos o período do mandato”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).
Financiamento
Mais cedo, nesta quarta, a Câmara aprovou incluir na Constituição autorização para que empresas façam doações de campanha a partidos políticos, mas não a candidatos (veja no vídeo ao lado).
As doações a candidatos serão permitidas a pessoas físicas, que poderão doar também para partidos. O texto foi aprovado por 330 votos a favor e 141 contra.
No início da madrugada de quarta, o plenário havia rejeitado emenda de autoria do PMDB que previa doação de pessoas jurídicas tanto a partidos quanto a campanhas de candidatos.
A derrubada dessa emenda foi interpretada por lideranças políticas como uma derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do vice-presidente Michel Temer, que negociaram pessoalmente a votação do artigo da PEC.
O PMDB, então, se empenhou para aprovar, pelo menos, uma emenda que garantisse a doação de empresas aos partidos políticos.
Outras siglas da base aliada e da oposição defenderam a proposta, como o PR. “Esse é o texto mais equilibrado que temos. Impede a doação a varejo aos candidatos, mas permite a doação aos partidos. Posteriormente as leis estabelecerão limites a essas doações”, disse o líder do PR, Maurício Quintella Lessa.
O PT, porém, favorável ao financiamento exclusivamente público, se posicionou contra. O vice-líder do partido Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu a derrubada da emenda para que se negociasse, posteriormente, uma solução em projeto de lei que garantisse maior “equilíbrio” na distribuição de recursos de campanha.
“Se derrotarmos, teremos tempo para conseguir uma solução para todos nós. Hoje, pela regra, qualquer um de nós pode receber, partidos e candidatos. Se essa emenda for aprovada, só os partidos poderão receber recursos. Vamos encontrar uma solução que estabeleça uma distribuição equânime”, defendeu.

Professores e funcionários de universidades federais iniciam greve

UFF, UFPA, UFPB e UFT já tiveram assembleia para paralisar atividades.
MEC diz que greve com data marcada 'não é diálogo'.

Professores e técnicos administrativos de várias universidades federais paralisaram suas atividades a partir desta quinta-feira (28). O início da greve foi decidido em assembleia em universidades federais de Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins. Os servidores pedem reajuste salarial, reestruturação da carreira e aumento de investimentos nas federais.

No Mato Grosso do Sul, os professores da UFMS marcaram paralisação para sexta-feira (29). No Paraná, a UFPR vai fazer assembleia na sexta para os professores decidirem se entram ou não em greve. Em Roraima, os professores da UFRR resolveram seguir as aulas, mas aprovaram o indicativo de greve.
Na Bahia, os funcionários terceirizados da UFBA estão paralisados desde o dia 13 de maio.
A data do início da greve havia sido anunciada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), após decisão tomada no dia 16 de maio. Os professores tentam pressionar o governo federal a ampliar o repasse às universidades federais, apesar do corte de R$ 9,42 bilhões no orcamento do MEC.
Em nota oficial, o Ministério da Educação informou nessa quarta-feira que se reuniu com as entidades em busca de diálogo, "mas desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve".
Alagoas
Os docentes e os técnico-administrativos daUniversidade Federal de Alagoas (Ufal)paralisaram as atividades nesta quinta-feira (28). A greve, segundo eles, é por tempo indeterminado.
A decisão dos professores da Ufal foi tomada após assembleia na segunda-feira (25). Compareceram 179 professores, número suficiente, segundo o estatuto da entidade, para definir os rumos da mobilização que resultou no decreto de greve.
Amapá
Os professores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta, segundo informações do Sindicato dos
Docentes da Universidade Federal do Amapá (Sindufap).
Os técnicos administrativos também discutem a possibilidade de deflagrar greve. Uma assembleia está sendo realizada na manhã dessa quinta-feira, para decidir quais setores da instituição vão continuar os serviços.
Bahia
Parte dos trabalhadores terceirizados da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 13 de maio. Eles pedem o pagamento dos salários de fevereiro, março e abril que ainda não foi feito pela empresa Líder Recursos Humanos, contratada pela universidade.
De acordo com a assessoria da universidade, a paralisação é realizada apenas por parte dos terceirizados, que integram o quadro dos setores de limpeza e administrativo.
Na última quinta-feira (21), o reitor da UFBA, João Carlos Salles, assumiu que a universidade tem uma dívida de R$ 28 milhões, referente ao ano de 2014, e convocou a comunidade acadêmica e a sociedade civil para um ato público que pretende pressionar o governo federal contra os cortes no orçamento.

Mato Grosso
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) entraram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta quinta (28). A decisão foi tomada em assembleia. A UFMT tem cerca de 20 mil alunos e 1.800 professores.
A reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder, afirmou que foi notificada da greve, mas que não teve conhecimento da pauta de reivindicação da categoria. Ainda de acordo com a reitora, a universidade respeita os direitos dos trabalhadores e está aberta ao diálogo.

Mato Grosso do Sul
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) prometem parar nesta sexta-feira (29). Será um dia de paralisação e há indicativo de greve para 15 de junho.
Segundo informações da Associação dos Docentes da UFMS, a aprovação ou não da greve será debatida em assembleia no dia 10 de junho.
Pará
Servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA) deram início hoje à paralisação aprovada em assembleia relizada na última segunda-feira (25). Os grevistas fecharam os portões de acesso da UFPA em Belém desde o começo da manhã.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifest), o portão principal, na avenida Bernardo Sayão, e o porto próximo ao ginásio, estão fechados.
A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) também aderiram ao movimento. A categoria pede reajuste de 27% e reestruturação da carreira, além de piso salarial de R$ 3.182.
Paraíba
Os professores de Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta, segundo informações da assessoria de imprensa da Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB).
A decisão foi tomada na quarta-feira (27) após uma assembleia realizada no auditório da Reitoria, UFPB, em João Pessoa.
Paraná
Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR vão fazer uma assembleia na manhã de sexta-feira (29) para decidir sobre a possibilidade de greve.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba (Sinditest), a assembleia está marcada para começar às 8h, na sede do sindicato.
Rio de Janeiro
Professores e técnicos administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) decidiram entrar em greve, a partir desta quinta-feira (28). Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a paralisação está marcada para esta sexta-feira (29) e na rural (UFRRJ) uma assembleia será realizada também nesta quinta-feira para definir se as aulas irão continuar.
Roraima
Professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) decidiram em assembleia geral ficar em estado permanente de greve. De acordo com a Seção Sindical dos Docentes da UFRR (Sesduf), isso significa que eles continuarão as atividades em salas de aula, porém, a qualquer momento, pode ocorrer uma paralisação.
Tocantins
Os professores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) decidiram em assembleia realizada na terça-feira (26) a aprovação da greve da categoria. Segundo a Seção Sindical dos Docentes da UFT (Sesduft), a paralisação começou nesta quinta-feira (28), seguindo o movimento nacional, e será por tempo indeterminado. Cerca de 20 mil estudantes ficam sem aulas.
Greve nacional
Em comunicado divulgado na tarde de quarta-feira (27), o Andes-SN afirmou que a greve foi aprovada no dia 16 de maio como "o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública, e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais, muitas das quais já estão impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada".
Em 2012, na maior greve organizada pelo sindicato, as instituições pararam em maio, e a maioria delas retomou as aulas apenas em setembro, depois de quase quatro meses de paralisação. O movimento chegou a atingir, em níveis diversos, 57 das 59 instituições.