terça-feira, 23 de junho de 2015

Número de mortos em onda de calor no Paquistão supera 450

A maioria das mortes aconteceu em Karachi, a maior cidade do país.
Temperatura alcançou 45 graus e houve corte de energia e água.

Da France Presse
Mulher abana filho do lado de fora de hospital em Karachi, no Paquistão, nesta terça-feira (23), em meio a onda de calor que já matou centenas de pessoas no país (Foto: Akhtar Soomro/Reuters)Mulher abana filho do lado de fora de hospital em Karachi, no Paquistão, nesta terça-feira (23), em meio a onda de calor que já matou centenas de pessoas no país (Foto: Akhtar Soomro/Reuters)
A onda de calor que afeta o sul do Paquistão matou mais de 450 pessoas nos últimos três dias, um balanço duas vezes maior que o divulgado anteriormente, anunciaram as autoridades.
A maioria das mortes aconteceu em Karachi, a maior cidade do país, com 20 milhões de habitantes, onde a temperatura alcançou 45 graus e muitos problemas foram registrados na rede de energia elétrica, o que afetou o fornecimento de água.
A onda de calor é similar a que afetou a vizinhaÍndia nas últimas semanas, a segunda mais importante da história do país e que deixou mais de 2.000 mortos.
"Mais de 450 pessoas morreram em consequência do calor intenso nos últimos três dias", afirmou à AFP o médico Sabir Memon, funcionário do governo da província de Sindh, que tem Karachi como capital.
Pelo menos 10 pessoas morreram fora de Karachi, segundo uma fonte da secretaria de saúde.
A onda de calor deixou outros 10 mortos ao norte, na província de Punjab.
O porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Catástrofes (NDMA), Ahmed Kamal, anunciou à AFP que o governo pediu ajuda ao exército e aos Rangers, uma força paramilitar, para ajudar as vítimas.
O governo de Sindh decretou estado de emergência nos hospitais, convocou os médicos que estavam de férias e aumentou os estoques de remédios.
Os efeitos da onda de calor coincidem com o Ramadã, durante o qual os muçulmanos praticantes permanecem em jejum entre o nascer e o pôr do sol.

Governos são maior ameaça cibernética, diz Benjamin Netanyahu

Primeiro ministro de Israel discursa em feira de cibersegurança em Tel Aviv.
Governo criou ala das Forças Armadas destinada a atuar na ciberdefesa.

Helton Simões GomesDo G1, em Tel Aviv -- o repórter viajou a convite do Ministério das Relações Exteriores de Israel
Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa durante feira de cibersegurança em Tel Aviv (Foto: Helton Simões Gomes/G1)Primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa durante feira de cibersegurança em Tel Aviv (Foto: Helton Simões Gomes/G1)
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (23) que, apesar de hackers ainda serem responsáveis por grandes ataques no mundo virtual, as maiores ameaças cibernéticas partem de governos.
"Nós temos ataques de hackers, nós temos ataques de organizações não governamentais, mas a maior ameaça vem de governos", afirmou, durante a abertura da 5ª Conferência Anual Internacional de Cibersegurança, que ocorre em Tel Aviv até quinta-feira (25).
Para Netanyahu, a tarefa de lidar com essas investidas também é de governos, que "têm de proteger a privacidade de seus cidadãos, o sistema bancário e a infraestrutura".
A cibersegurança se tornou uma questão de estado em Israel, não só do ponto de vista militar mas também como uma questão de estratégia econômica. Tanto que, há três anos, o governo criou o Ciber Escritório Nacional de Israel (INBC, na sigla em inglês). O órgão civil, subordinado ao gabinete do primeiro-ministro, coordena todas as iniciativas nessa área no país, desde as ações de educação que começam na escola e seguem durante o alistamento militar obrigatório até a atração de empresas e centros de pesquisa para o parque tecnológico Beer Sheva.
Para fortalecer sua atuação, Israel aprovou há poucas semanas duas resoluções. Uma que cria uma autoridade nacional de cibersegurança, o que dá mais força ao INBC. A outra cria uma ala das Forças Armadas destinada a atuar na ciberdefesa.

James Horner, autor da trilha de 'Titanic', morre em acidente de avião

Ron Howard, Russell Crowe, Seth MacFarlane lamentaram morte do amigo.
Ele também compôs para 'Avatar', 'Coração valente', 'Uma mente brilhante'.

Da France Presse
James Horner (Foto: Arquivo / Joel Ryan / AP Photo )James Horner (Foto: Arquivo/Joel Ryan/AP Photo )
James Horner, compositor de trilhas sonoras de grandes sucessos de Hollywood como "Titanic" e "Avatar", morreu na segunda-feira (22) aos 61 anos em um acidente de avião na Califórnia.
Segundo a revista "Variety", Horner morreu na queda de um avião privado na localidade de Santa Bárbara. Rumores de sua morte surgiram durante a madrugada, após a confirmação de que a aeronave acidentada pertencia ao compositor.
"O brilhante compositor James Horner, amigo e colaborador em sete filmes, faleceu tragicamente em um acidente de avião. Meu coração sofre por seus parentes", escreveu no Twitter o cineasta Ron Howard.
Horner ganhou duas estatuetas do Oscar por Titanic (1997), dirigido por James Cameron: um pela canção "My Heart Will Go On", interpretada pela canadense Celine Dion, e outro pela trilha sonora de filme dramático.
Também foi indicado outras seis vezes ao prêmio da Academia, a primeira delas por "Aliens, O Resgate" (1986). As outras indicações vieram com "Campo dos Sonhos", "Apollo 13," "Coração Valente", "Uma Mente Brilhante".
A indicação mais recente de Horner ao Oscar aconteceu em 2009, pela ficção científica "Avatar", também dirigida por James Cameron.
O protagonista de "Uma Mente Brilhante", Russell Crowe, lamentou a morte de James Horner no Twitter. "Meus mais sinceros pêsames à família, entes queridos e amigos de James Horner", escreveu o ator australiano.
Outros atores e diretores homenagearam o compositor nas redes sociais. "Estou incrivelmente triste com a notícia da perda de James Horner. Cresci amando seu trabalho. Deixa um legado musical espetacular", escreveu Seth MacFarlane, criador de "Família da Pesada".
"Não há nada que tenha marcado mais a minha experiência de ir ao cinema que a genialidade musical de James Horner. Ele ficará na história", escreveu o ator Rob Lowe.

Conselho da Itália julga nesta terça último recurso de Pizzolato

Justiça suspendeu extradição no dia 12 de junho, após pedido da defesa. 
Conselho de Estado, última instância administrativa, analisará caso.

Do G1, em Brasília
Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, condenado no processo do mensalão, deixa a prisão de Modena, na Itália, na terça-feira (28), após a justiça italiana ter negado o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro (Foto: Mastrangelo Reino/Estadão Conteúdo)Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, ao
deixar prisão na Itália (Foto: Mastrangelo Reino/
Estadão Conteúdo)
O Conselho de Estado da Itália decide nesta terça-feira (23) se suspende definivamente a extradição do ex-diretor do Banco do BrasilHenrique Pizzolato. No último dia 12 de junho, a justiça italiana suspendeu o envio de Pizzolato ao Brasil, após acolher recurso da defesa que questiona as condições do presídio onde o executivo condenando no julgamento do mensalão do PT ficará se for extraditado.
Última instância da justiça administrativa do país europeu, o Conselho de Estado se reúne para decidir se mantém ou não a suspensão.
O principal argumento da defesa de Pizzolato é que a ala do presídio da Papuda, em Brasília, na qual as autoridades brasileiras dizem que ele ficará preso, é "vulnerável". Nos julgamentos na Itália sobre a extradição, o Brasil argumentava que essa ala da Papuda tem condições de preservar os direitos do preso. Pizzolato tem também cidadania italiana.
Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Em 2013, ele fugiu para a Itália antes de ser expedido seu mandado de prisão.
Declarado foragido em 2014, ele foi encontrado e preso pela Interpol em Maranello, município do norte da Itália. Após Pizzolato ser detido, o governo brasileiro pediu sua extradição à Justiça italiana.

A solicitação do Brasil foi negada na primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha, mas a Procuradoria-Geral da República recorreu e a Corte de Cassação de Roma decidiu, em fevereiro deste ano, conceder a extradição. Em 24 de abril, o governo da Itália autorizou que ele fosse enviado ao Brasil para cumprir a pena do mensalão.
O tratado de extradição, que foi suspenso no dia 12 de junho, prevê que a Itália deverá informar ao Brasil o lugar e a data a partir da qual a entrega do ex-diretor poderá ser realizada. A norma também permite que o Brasil envie à Itália, com prévia concordância, agentes devidamente autorizados para conduzirem Pizzolato de volta, segundo informou a PGR.
O tempo de pena que o ex-diretor cumpriu na Itália – quase 11 meses – será descontado da pena total de 12 anos e 7 meses.

STJ concede habeas corpus para Sininho e mais dois ativistas

Trio é acusado de participar de atos violentos no Rio.
Com decisão, os três passam a responder ao processo em liberdade.

Do G1 Rio
O ministro Sebastião Reis, da sexta turma do Superior Tribunal de Justiça, concedeu nesta segunda-feira (22) habeas corpus a três manifestantes acusados de participação em atos violentos durante protestos no Rio. São eles: Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho; Igor Mendes da Silva, que está preso; e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, conhecida como Môa.
As duas eram consideradas foragidas, já que tinham a prisão preventiva decretada. Com a decisão, os três passam a responder ao processo em liberdade, conforme mostrou a edição desta terça-feira (23) do Bom Dia Rio.
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A manifestante Elisa Quadros, conhecida como Sininho, chega à 17ª Delegacia Policial, em São Cristóvão, para depor no procedimento aberto para investigar a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade durante protesto no Rio. (Foto: Armando Paiva/Fotoarena/Estadão Conteúdo)Elisa Quadros, conhecida como Sininho(Foto:
Armando Paiva/Fotoarena/Estadão Conteúdo)
Qubra de sigilo telefônico
No dia 7 de maio, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou a autorização de quebra do sigilo telefônico das advogadas que representam Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho. A quebra havia sido  autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio no inquérito policial instaurado para investigar suposta prática de associação criminosa. A OAB-RJ entrou com recurso e conseguiu que autorização da interceptação dos telefones usados pelas advogadas fosse revogada.
De acordo com a OAB, as advogadas tiveram os telefones grampeados por defenderem a ativisgta social, como consta do processo. Na ação, eles argumentaram que a decisão da Justiça do Rio contrariava o Estatuto da Advocacia.   
Cartaz com fotos de Sininho e Moa foi divulgado (Foto: Reprodução / Disque-Denúncia)Cartaz com fotos de Sininho e Moa foi divulgado
(Foto: Reprodução / Disque-Denúncia)
Foragida da Justiça
Sininho estava foragida da Justiça desde dezembro de 2014. Junto com ela também era considerada fugitiva a ativista Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a Moa.
As duas são acusadas dos crimes de formação de quadrilha.Em março, o Portal dos Procurados lançou um cartaz para obter informações que levem à prisão das duas ativistas.
Acusadas de participação em protestos violentos, entre 2013 e 2014, elas tiveram a prisão preventiva decretada por descumprimento de medidas cautelares que impediam a participação em protestos. De acordo com a Polícia Civil, no dia 15 de outubro do ano passado, os réus estiveram na Cinelândia em uma manifestação na frente da Câmara Municipal.
Sininho já foi presa duas vezes. A última vez foi em 11 de julho, mas graças a um habeas corpus concedido pela da 7ª Câmara Criminal, foi solta no dia 24 de julho de 2014.

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Mulher fica dias sem conseguir andar e médicos culpam calça skinny

Paciente na Austrália foi a hospital com fraqueza severa nos tornozelos.
Lesão ocorreu depois que ela passou várias horas agachada com a calça.

Do G1, em São Paulo
Calça apertada (Foto: qguillory1/Freeimages.com)Foto de arquivo mostra calça do tipo
'skinny' (Foto: qguillory1/Freeimages.com)
Uma mulher de 35 anos chegou ao Hospital Royal Adelaide, no sul da Austrália, com uma fraqueza grave nos tornozelos. Exames mostraram que ela tinha danificado fibras musculares e nervos de sua perna. A culpada, segundo os médicos, foi sua calça skinny, modelo justo de jeans.
O caso foi descrito em um artigo na revista científica "Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry". Segundo os médicos que a atenderam, ela tinha passado o dia ajudando um parente em uma mudança e ficara muito tempo agachada esvaziando prateleiras.
Ao longo do dia, sentiu sua calça cada vez mais apertada e desconfortável. À noite, sentiu seu pé dormente enquanto caminhava e acabou tropeçando e caindo. Ela não conseguia mais levantar e ficou várias horas no chão até que alguém a encontrasse.
Suas panturrilhas estavam tão inchadas que foi preciso cortar os jeans para tirá-los.
No dia seguinte, quando chegou ao hospital, os médicos constataram fraqueza dos tornozelos e dos movimentos dos dedos do pé. Havia lesões nos nervos e nos músculos. Segundo os médicos, os nervos foram comprimidos por causa do longo período de agachamento e o uso dos jeans skinny provavelmente potencializou os danos aos nervos.
"Relatos anteriores de neuropatias por uso de jeans apertados estavam limitados a lesões do nervo cutâneo lateral da coxa, provavelmente causado por compressão do nervo no ligamento inguinal. O caso presente representa uma nova complicação neurológica de usar jeans apertados", diz o estudo.
A paciente ficou internada recebendo hidratação intravenosa. Depois de quatro dias de internação, ela conseguiu andar novamente sem ajuda e teve alta.
 Tomografia computadorizada da perna direita da paciente mostra inchaço dos músculos  (Foto: Reprodução/J Neurol Neurosurg Psychiatry)Tomografia computadorizada da perna direita da paciente mostra inchaço dos músculos (Foto: Reprodução/J Neurol Neurosurg Psychiatry)